quinta-feira, 20 de maio de 2021

AGRICULTURA FAMILIAR














Agricultura familiar é essencialmente a atividade agrícola que envolve uma família. O conceito, no entanto, acompanha as

mudanças registradas no setor. A estruturação da atividade em unidades de negócios, com cadeias de produção cada vez mais

desenvolvidas, ocupa espaço da antiga agricultura de subsistência.

As unidades de produção da agricultura familiar estão em processo de especialização. Oferecem matéria-prima sob critérios da

indústria, processam parte da produção e chegam a distribuir alimentos embalados diretamente aos consumidores finais. Ao

assumirem papéis que tradicionalmente são da prestação de serviços, do comércio e da indústria, agregam valor à produção.

Segundo a Constituição brasileira, materializada na Lei nº 11.326 de julho de 2006, considera-se agricultor familiar aquele

que desenvolve atividades econômicas no meio rural e que atende alguns requisitos básicos, tais como: não possuir

propriedade rural maior que 4 módulos fiscais*; utilizar predominantemente mão de obra da própria família nas atividades

econômicas de propriedade; e possuir a maior parte da renda familiar proveniente das atividades agropecuárias desenvolvidas

no estabelecimento rural e dirigir a unidade produtiva com a família.

No ano de 2006, o IBGE realizou o Censo Agropecuário Brasileiro. Nele, verificou-se a força e a importância da agricultura

familiar para a produção de alimentos no país.

Aproximadamente 84,4% dos estabelecimentos agropecuários do país são da agricultura familiar. Em termos absolutos, são

4,36 milhões de estabelecimentos agropecuários. Entretanto, a área ocupada pela agricultura familiar era de apenas 80,25

milhões de hectares, o que corresponde a 24,3% da área total ocupada por estabelecimentos rurais.

Isso revela uma concentração fundiária e uma distribuição desigual de terras no Brasil. Se realizarmos uma média do um

abismo muito grande entre minifúndio e latifúndio.

Outro dado interessante é que dos 80,25 milhões de hectares de área da agricultura familiar, 45,0% destinavam-se às

pastagens; 28,0% eram compostos de matas, florestas ou sistemas agroflorestais; e 22% de lavouras. Segundo o IBGE, a

agricultura familiar era responsável por grande parte da produção de alimentos no país, conforme a tabela abaixo.


Apesar da importância da agricultura familiar para o país, as políticas públicas adotadas ainda privilegiam os latifundiários.

Como exemplo, cita-se o plano de safra 2011/2012, em que R$ 107 bilhões foram destinados à agricultura empresarial

enquanto que apenas R$ 16 bilhões foram destinados aos produtores familiares. Apesar disso, a agricultura familiar gera, em

média, 38% da receita dos estabelecimentos agropecuários do país e emprega aproximadamente 74% dos trabalhadores

agropecuários do país.

O principal programa de incentivo à agricultura familiar é o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura

Familiar), que financia projetos ao pequeno produtor rural, com baixas taxas de juros.

*O módulo fiscal é uma unidade territorial agrária, fixada por cada município brasileiro baseados na Lei Federal nº 6.746/79.

O tamanho do módulo fiscal, para cada município, é determinado levando-se em consideração: o tipo de exploração

predominante no município e a renda obtida com ela; outras explorações importantes (seja pela renda ou área ocupada)

existentes no município; e o conceito de "propriedade familiar", definido pela Lei nº 6.746/79. O módulo fiscal varia de 5 a

100 hectares, conforme o município.

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Fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/agricultura-familiar.htm, acessado em 09/03/16.

http://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/agricultura/saiba-o-que-e-agricultura-familiar-

2wfnjylycvtrbjxena0chy5t0?gclid=CImOobfi68sCFYFahgodiUMMxQ, acessado em 09/03/16.


Fonte: IBGE, Censo Agropecuário 2006


ATIVIDADES 


I – Após leitura do texto sobre agricultura familiar, responder ao seguinte questionário;

II – Fazer pesquisa sobre o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

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I – QUESTIONÁRIO


1) A nova estrutura da agricultura familiar ocupa o espaço deixado de qual antiga atividade?

2) As unidades de produção da agricultura familiar estão cada vez mais especializadas, como ocorre esta especialização?

3) Quais requisitos básicos a Constituição Brasileira considera o agricultor familiar?

4) Com base no Censo Agropecuário Brasileiro de 2006, quais percentuais dos estabelecimentos agropecuários do país são da

agricultura familiar?

5) Com base no mesmo Censo, como se caracteriza a concentração fundiária revelando a má distribuição de terra no Brasil?


ATIVIDADES 

I – Após leitura do texto sobre agricultura familiar, responder ao seguinte questionário;

II – Fazer pesquisa sobre o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

________________________________________________________________________________________________


I – QUESTIONÁRIO


1) A nova estrutura da agricultura familiar ocupa o espaço deixado de qual antiga atividade?

2) As unidades de produção da agricultura familiar estão cada vez mais especializadas, como ocorre esta especialização?

3) Quais requisitos básicos a Constituição Brasileira considera o agricultor familiar?

4) Com base no Censo Agropecuário Brasileiro de 2006, quais percentuais dos estabelecimentos agropecuários do país são da

agricultura familiar?

5) Com base no mesmo Censo, como se caracteriza a concentração fundiária revelando a má distribuição de terra no Brasil?

Cooperativismo








O homem é um ser de instinto gregário, isto é, necessita viver em comunidade. Desde a pré-história encontram-se diversas

formas de associações de pessoas, ou seja, a cooperação faz parte dos hábitos e instintos dos seres humanos ao longo dos

tempos.

As civilizações, desde as mais primitivas (pré-históricas), agrupavam-se em comunidades para sua própria defesa e

preservação, cooperando uns com os outros, desde as tarefas mais simples como caça, pesca e colheita, até na construção de

habitações e produção de bens.

Nas civilizações mais antigas como Asteca, Maia e Inca, encontra-se formas bem definidas de cooperação. Na Babilônia, no

Egito e na Grécia já existiam formas de cooperação nos campos de trigo e no artesanato. Assim, para defender interesses

comuns, o homem desde a antiguidade, demonstrava a tendência de viver em grupos de ajuda mútua, caracterizando um

cooperativismo natural.

No entanto, as ideias do Cooperativismo Moderno surgiram com a Revolução Industrial (1760-1850). Com o surgimento das

máquinas a vapor, ocorre o crescimento da industrialização, que atrai para as cidades os trabalhadores rurais e artesãos

campesinos, em busca de melhores condições de vida. No entanto, essa migração provoca um excesso de mão-de-obra, que

acarreta um enorme problema social, com muitos trabalhadores perdendo seus empregos, sendo substituídos por máquinas e, a

partir desta situação, sujeitando-se as condições de trabalho subumanas, com jornadas de trabalho de até 16 horas, salários

baixíssimos, sem garantias de aposentadoria ou férias. No caso das mulheres, essas trabalhavam nas mesmas condições e

ganhavam menos ainda.

Como forma de amenizar esta situação, que assolava a classe de trabalhadores, foram organizadas diversas sociedades com

características de cooperativas na Inglaterra e na França.

Esses movimentos de cooperação foram conduzidos por idealistas, como Robert Owen, Louis Blanc, Charles Fourier, entre

outros, que defendiam ideias baseadas na ajuda mútua, igualdade, associativismo e autogestão. Estes idealistas são

considerados por muitos como os precursores do cooperativismo. Foram pensadores socialistas que descobriram a cooperação

como instrumento de organização social e começaram a divulgar suas ideias e experiências.

O marco de criação do Cooperativismo, porém, só aconteceu em 21 de dezembro de 1844, na cidade de Rochdale, na

Inglaterra, quando um grupo de 28 tecelões, sentindo-se prejudicados pelo novo modelo industrial, decidiram

pela criação de uma sociedade de consumo, baseada no cooperativismo puro. Fundaram então a “Sociedade dos Probos

Pioneiros de Rochdale”, armazém comunitário, com um capital inicial de 28 libras, representado por uma libra que cada um do

grupo havia economizado. Desta forma nasceu a primeira cooperativa de consumo da história. Alugaram um depósito

abandonado num bairro chamado “Toad Lane”, que significa “beco do sapo”.

Dispondo apenas de pequenos estoques de farinha, açúcar e aveia, sendo administrado pelos seus próprios fundadores, este

modesto estabelecimento foi alvo de pilhérias dos tradicionais comerciantes da cidade. Porém, com

preços acessíveis, despertou a atenção dos consumidores locais e principalmente das classes trabalhadoras. Dez anos depois,

em 1855, já contavam com 1.400 associados.

Os princípios que direcionaram a organização dos tecelões, aos poucos, foram disseminados de modo que o movimento

cooperativista cresceu e em 1881, já existiam 1.000 (mil) cooperativas de consumo, com cerca de 550 mil cooperados.

A idéia original da cooperativa era promover uma ampla mudança que pudesse resultar em melhores condições de trabalho para

os operários. O que parecia apenas um armazém criado para oferecer aos seus associados artigos de primeira necessidade a

um custo acessível, transformou-se na semente do movimento cooperativista.

Cooperativismo no Brasil

Aproximadamente no ano de 1610, aconteceram no Brasil as primeiras tentativas de criação de cooperativas, ou de um Estado

que se baseasse na ajuda mútua, com a chegada das primeiras Reduções Jesuíticas no Brasil. Os padres jesuítas encontraram

nos índios brasileiros estas práticas, baseada no princípio do auxílio mútuo (mutirão), encontrada em quase todos os povos

primitivos, sendo incentivadas por eles e tendo vigorado por cerca de 150 anos.

Porém, só em 1847 é que se assinala o início do movimento cooperativista no Brasil, onde foram fundadas diversas sociedades

com esse espírito.

Hoje, em pleno século XXI, volta à tona os problemas enfrentados com a Revolução Industrial. Pois, com o mundo competitivo,

globalizado e com uma Revolução Tecnológica dominando todos os setores da economia, busca-se uma alternativa econômica,

com fins humanitários, que vise proporcionar ao indivíduo os meios necessários de atingir uma melhor condição de vida, dando

força a criação de novas cooperativas.

Definição de Cooperativa

“Cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem voluntariamente, para satisfazer aspirações econômicas,

sociais e culturais comuns, por meio da criação de uma sociedade democrática e coletiva”.

As cooperativas baseiam-se em valores de ajuda mútua, solidariedade, democracia e participação. Tradicionalmente, os

cooperados acreditam nos valores éticos de honestidade, responsabilidade social e preocupação pelo

seu semelhante.

Desta forma, o Cooperativismo apresenta-se como a ferramenta mais eficiente e eficaz, oferecendo oportunidades para que

cada ser humano possa mudar a própria vida e em consequência, o cenário econômico e social do mundo.

O objetivo do cooperativismo não é o lucro e sim o desenvolvimento do ser humano, das famílias e da comunidade, sendo uma

ferramenta acessível às camadas mais pobres da população, propiciando formas de melhoria de

vida.

O modelo cooperativista visa não só atender as necessidades de consumo de bens ou serviços, mas também as necessidades

de cunho social e educativo.

A cooperativa é uma sociedade formada por um grupo de no mínimo 20 pessoas que, com recursos individuais, formarão um

capital coletivo, que darão condições para o desenvolvimento de suas atividades.

Assim sendo, as cooperativas têm dupla característica: são ao mesmo tempo sociais e econômicas, e é isso que as difere das

demais sociedades comerciais, pois são ao mesmo tempo uma associação de pessoas e também um negócio.


Exercícios de Fixação


1. Complete:

O marco de criação do Cooperativismo aconteceu em __________, na cidade de __________, na Inglaterra, por um grupo de 28

tecelões. Em ___________é que se inicia o movimento cooperativista no Brasil, onde foram fundadas diversas sociedades.

2. Analise a frase: "O homem é um ser social ". De acordo com o texto lido, responda o que se pede:

a) Historicamente, desde quando são encontrados exemplos de cooperação entre os homens? Desde a pré-história

encontramos diversas formas de

associações de pessoas.

b) Cite algumas civilizações antigas que viviam em cooperação. As

ecas,

Maias e Incas.

c) Qual o papel da Revolução Industrial no surgimento das Cooperativas?

_

---------------------_____________________________-

___________________________A Revolução Industrial contribuiu para o surgimento

d) Cite o nome de alguns "idealistas" do Cooperativismo e seu marco de criação. Robert Owen, Louis Blanc, Charles


e) Fale sobre o Cooperativismo no Brasil. Aproximadamente no ano de

do movimento cooperativista no Brasil.

f) Defina: O que é Cooperativa? É uma associação autônoma de pessoas


3. Que movimento político ocorrido na Europa no período de 1760 a 1850 proporcionou o surgimento do Cooperativismo

Moderno? Revolução

Industrial

4. O Cooperativismo no Brasil surgiu aproximadamente no ano de 1610 com a chegada dos Jesuítas ao Brasil. Que experiência

eles tiveram e com quem, que caracterizou este início? Tiveram a experiência da criação de um

Estado que se baseasse na ajuda mútua e encontraram nos índios brasileiros

as práticas de auxílio mútuo (mutirão), essas práticas foram incentivadas

pelos jesuítas e vigorou por cerca de 150 anos.

5. Sobre os aspectos históricos do cooperativismo julgue V (Verdadeiro) ou F (Falso) as seguintes afirmações:

( F ) O cooperativismo é uma prática dos tempos modernos, não tendo nenhum registro na história de sua prática antes da

Revolução Industrial.

( V ) Civilizações mais antigas como Astecas, Maias e Incas, são exemplos de que o homem desde a antiguidade, demonstrava

a tendência de viver em grupos de ajuda mútua, caracterizando um cooperativismo natural.

( F ) A necessidade das civilizações primitivas de agrupar-se refere-se apenas a uma necessidade natural de sobrevivência. O

fato do homem se agrupar para atender necessidades em comum não configura uma característica do cooperativismo.

( V ) As primeiras ações do cooperativismo moderno surgiram a partir da necessidade de atender os desequilíbrios sociais

provocados pela Revolução Industrial (1760-1850).

( F ) A primeira sociedade com características puramente cooperativas foi a "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale" que

foi a primeira cooperativa de crédito da história.

( F ) A Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale não deu certo porque era uma cooperativa de consumo, então seus

cooperados abriram uma nova cooperativa dessa vez agrícola, chamada Toad Lane, que significa "beco do sapo".

( F ) No Brasil o movimento cooperativista só foi significativo em 1969 com a constituição da Organização das Cooperativas

Brasileiras– OCB.

6. Com base no conceito de cooperativa e em sua observação do meio em que você vive, cite exemplos de aspirações

econômicas, sociais e culturais de sua comunidade que poderiam ser satisfeitas por meio da cooperação

Economia Solidária












Vamos começar com um pouco de história. De onde vem o termo “Economia Solidária”?

Os historiadores e estudiosos dizem que o termo surge na Grã-Bretanha, durante a Primeira Revolução Industrial. Foi uma reação dos artesãos que perderam seus empregos para as máquinas à vapor e na passagem do século XVIII para o século XIX surgiram os primeiros sindicatos e as primeiras cooperativas (símbolo da economia solidária).

Porém, podemos dizer que a economia solidária já existe e acontece muito antes desta data. Partindo da visão intercultural, e baseando-se no conceito de movimentos econômicos fundados na solidariedade, foram reconhecidas práticas solidárias milenares no campo econômico muito antes da Revolução Industrial.

O conceito

A Economia Solidária, por definição, tem a pretensão de diminuir a desigualdade na sociedade, logo, é uma forma de economia colaborativa ao invés de competitiva. Só pode ser concretizada se houver plena igualdade entre todos que se unem para produzir, consumir, comerciar ou trocar, pensando nisso, a Economia Solidária visa a união entre iguais em vez do contrato entre os desiguais.

Neste sentido, não existe competição entre os sócios, caso a cooperativa precise de diretores, estes são votados diretamente e se a cooperativa conseguir acumular capital, a divisão do lucro é igual entre todos os participantes.

Porém, mesmo com a igualdade entre os participantes e cooperação entre as cooperativas, é inevitável que uma tenha o desempenho melhor que a outra, por isso, de tempos em tempos, deve acontecer uma nova equiparação entre elas por meio de incentivos do governo ou linha de crédito.

Por fim, as decisões importantes sempre são tomadas em assembleias pelos sócios, utilizando o princípio que “cada cabeça é um voto” não importando o cargo ou posição que o sócio ocupa na organização.

Economia Solidária no Brasil

Agora que você já entendeu de onde vem e como funciona a Economia Solidária, vamos falar do efeito que ela tem no Brasil.

Mundialmente falando, a Economia Solidária tem crescido de forma muito rápida, porém, pensar em nisso no contexto brasileiro é algo realmente significativo.

O aumento deste modelo de negócio deve-se à diferentes fatores internos como o desemprego, o êxodo rural e a constante exclusão. Nos últimos anos, notou-se a Economia Solidária brasileira, muito mais do que organizações isoladas, como um movimento. Movimento esse que tem influenciado ações políticas como a aprovação do Projeto de Lei PLC 137/2017 pelo Senado.

Hoje, a criação da PNES (Política Nacional da Economia Solidária) auxilia e regulamenta o desenvolvimento de mais empreendimentos no modelo de Economia Solidária para que sejam verdadeiramente solidários, pois os empreendimentos precisam cumprir uma série de requisitos para entrarem na PNES.

Mas nem tudo são flores. Hoje em dia, existem diversas falsas cooperativas em atividade no Brasil. E o que são as falsas cooperativas?

Por se tratar de um modelo de negócio em que não existem funcionários, apenas sócios, os pagamentos são feitos pro forma, ou seja, não são obrigados a pagar nenhum direito trabalhista que os brasileiros possuem numa forma de contratação formal como décimo terceiro, fundo de garantia, férias, etc. Portanto, os empresários criam pseudocooperativas e diminuem quase pela metade o seu gasto com salários, retirando apenas os direitos trabalhistas adquiridos.

Existe um projeto de lei em tramitação, para exigir das cooperativas o pagamento dos direitos trabalhistas básicos para os sócios, assim diminuiriam as cooperativas de fachada e aumentaríamos o desenvolvimento da Economia Solidária no Brasil.

Pensando nisso, a Aventura de Construir não trabalha com cooperativas diretamente, porém, nós auxiliamos microempresários das periferias de São Paulo a abrirem e concretizarem seus negócios, gerando assim renda e emprego para as comunidades em que vivem. Se formos basear-nos no conceito de Economia Solidária, a Associação tenta, por meio das capacitações e assessorias aos microempresários, diminuir a desigualdade na sociedade.

Empreendedorismo













Empreendedorismo designa os estudos relativos  ao empreendedor, seu perfil, suas origens, seu sistema de atividades, seu universo de atuação. 


Empreendedor é o termo que refere-se à pessoa que detém uma forma especial, inovadora, de se dedicar às atividades de organização, administração, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos – mercadorias ou serviços; gerando um novo método com seu próprio conhecimento. É o profissional inovador que modifica, com sua forma de agir, qualquer área do conhecimento humano. Também é utilizado – no cenário econômico – para designar   o fundador de uma empresa ou entidade, aquele que construiu tudo a duras custas, criando o que ainda não existia. 


A palavra empreendedor (entrepreneur ) surgiu na França por volta dos séculos XVII e XVIII , com o objetivo de designar aquelas pessoa ousadas que estimulavam o progresso econômico, mediante novas e melhores formas de agir. Foi ainda pelo século XVII que ocorreram os primeiro indícios de relação entre assumir riscos e empreendedorismo. O empreendedor estabelecia um acordo contratual com o governo realizar algum serviço ou fornecer produtos.  Richard Cantillon, importante escritor e economista do séc. XVII , é por muitos considerado um dos criadores do termo empreendedorismo , tendo sido um dos primeiros a diferenciar o empreendedor ( aquele que assume riscos ) , do capitalista ( aquele que fornecia o capital ).


No século XVIII o capitalista e o empreendedor foram finalmente diferenciados, provavelmente devido ao início da industrialização que ocorria no mundo, através da Revolução Industrial.   


Entretanto, foi o economista francês  Jean-Batiste Say,  que no início do século XIX conceituou o empreendedor como o indivíduo capaz de mover recursos econômicos de uma área de baixa para outra de maior produtividade e retorno.  


No final do séc. XIX e início do séc. XX os empreendedores foram frequentemente confundidos com os administradores ( o que ocorre até os dias atuais ), sendo analisados meramente de um ponto de vista econômico, como aqueles que organizam a empresa, pagam empregados, planejam, dirigem e controlam as ações desenvolvidas na organização, mas sempre a serviço do capitalista.


A palavra empreendedorismo foi utilizada pelo economista Joseph Schumpter em 1950 como sendo uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com inovações.  O empreendedor é o indivíduo   que reforma ou revoluciona o  processo “criativo-desrutivo”  do capitalismo , por meio do desenvolvimento de uma nova tecnologia ou do aprimoramento de uma antiga – o real papel da inovação. Esses indivíduos são os agentes de mudança na economia. Mais tarde, em 1967 com Keneth E. Knight e em 1970 com Peter Drucker foi introduzido o conceito de risco: uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio. Empreendedores são aqueles que aproveitam as oportunidades  para criar as mudanças. Os empreendedores não devem se limitar aos seus próprios talentos pessoais e intelectuais para levar a cabo o ato de empreender, mas mobilizar recursos externos, valorizando a intrdisciplinaridade do conhecimento e da experiência, para alcançar seus objetivos. E em 1985 com Gifford Pinchot foi introduzido  o conceito de Intra-empreendedor, uma pessoa empreendedora, mas, dentro de uma organização.


O conceito de empreendedorismo está também  muito relacionado aos pioneiros da alta tecnologia do Vale do Silício, na Califórnia. O  Babson College tornou-se um dos mais importantes pólos de dinamização do espírito empreendedor com enfoque no ensino de empreendedorismo na graduação e pós-graduação, com base na valorização da oportunidade e da superação de obstáculos, conectando teoria com a prática, introduzindo a educação para o empreendedorismo    através do currículo e das atividades extracurriculares. É notória a atual ênfase dada ao empreendedorismo e a inovação como temas centrais nas melhores universidades norte-americanas.  


Uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso de empreendedorismo, Robert Hirsch, em seu livro “Empreendedorismo”. Segundo ele, empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as conseqüentes recompensas  da satisfação econômica e pessoal.


A satisfação econômica é resultado de um objetivo alcançado ( um novo produto ou empresa, por exemplo ) e não um fim em si mesma.


Empreendedorismo é o principal fator promotor do desenvolvimento econômico e social de um país. 



O PERFIL DO EMPREENDEDOR


Estudos mostram que as características do empreendedor ou do espírito empreendedor, da indústria ou da instituição, não é um traço de personalidade. Para Meredith, Nelson e Nech  “ Empreendedores são pessoas que têm a habilidade de ver e avaliar oportunidades de negócios; prover recursos necessários para pô-los em vantagens; e iniciar ação apropriada para assegurar o sucesso. São orientadas para a ação, altamente motivadas; assumem riscos para atingirem seus objetivos”.


O empreendedor tem um novo olhar sobre o mundo à medida que presencia a evolução. Valoriza suas experiências, valoriza seu valor, tomando decisões, e decisões acertadas. Abre novas trilhas, explora novos conhecimentos, define objetivos e dá o primeiro passo. 


Hoje fala-se do “Capital intelectual “ que nada mais pé do que: conhecimento, experiência, especialização. Ferramentas ou estratégias utilizadas para se ter sucesso e ser competitivo.  A mão de obra passa a ser cabeça-de-obra. É o conhecimento e a capacidade gerando novas idéias. O foco está nas pessoas. Assim, o perfil do profissional de sucesso que lidera suas concepções e suas atitudes está em pessoas que conseguem harmonizar esforços individuais ou coletivos e que criam algo novo e criativo.


Segundo Leite , nas qualidades pessoais de um  empreendedor, entre muitas, destacam-se:  

a) iniciativa ; b) visão ; c) coragem ; d) firmeza ; e) decisão ; f)  atitude de respeito humano ; g) capacidade de organização e direção.


Traçar metas, atualizar conhecimentos, ser inteligente do ponto de vista emocional, conhecer teorias de administração, de qualidade e gestão, são mudanças decorrentes da globalização e da revolução da informação. O empreendedor deve focalizar o aprendizado  nos quatro pilares da educação : aprender a conhecer , aprender a fazer, a prender a conviver e aprender a ser, e com isso , ser capaz de tomar a decisão certa frente à concorrência existente. Novas habilidades vem sendo exigidas dos profissionais para poderem enfrentar a globalização com responsabilidade, competência e autonomia. Buscam-se profissionais que desenvolveram novas habilidades e competências, com coragem de arriscar-se e de aceitar novo valores, descobrindo e transpondo seus limites.

Hoje exige-se uma reflexão sobre habilidades pessoais e profissionais, criatividade, memória, comunicação, etc. Diferenciar-se, revalidar-se, rever convicções, incorporar outros princípios, mudar paradigmas, sobrepor idéias antigas às novas verdades, este é o perfil do profissional que, trocando informações, dados  conhecimentos poderá fazer parte do cenário das organizações que aprendem, das organizações do futuro. São mudanças socioculturais e tecnológicas que fazem repensar hábitos e atitudes frente às novas exigências do mercado. 


Para conquistar autonomia profissional é preciso ser perseverante, determinado, e aprendiz, flexível e ter ainda positividade , organização , criatividade , inovação e foco .


Essa qualidades ajudam a vencer a competitividade dos tempos modernos. Pela experiência pode-se afirmar que a maioria das pessoas, se estimuladas, podem desenvolver habilidades empreendedoras. Ouve-se e fala-se que o empreendedor precisa ter visão. Visão pessoal. Uma visão que vem de dentro. A maioria das pessoas tem pouca noção da verdadeira visão, dos níveis de significado. Metas e objetivos não são visão. Ser visionário é imaginar cenários futuros, utilizando-se de imagens mentais. Ter visão é perceber possibilidades dentro do que parece ser impossível. É ser alguém que anda, caminha ou viaja para inspirar pensamentos inovadores.

Esse enfoque se volta à disposição de assumir riscos e nem todas as pessoas tem esta mesma disposição. Não foi feito para ser empreendedor quem precisa de uma vida regrada, horários certos, salário garantido no fim do mês. O empreendedor assume risco  e seu sucesso está na “ capacidade de conviver com eles e sobreviver a  eles” (Degen).

Gerber apresenta algumas diferenças dos três personagens que correspondem a papéis organizacionais, quais sejam:


a) o Empreendedor, que transmuta a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional, é visionário, sonhador; o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; no negócio é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados.

b) O Administrador, que é pragmático, vive no passado, almeja ordem, cria esquemas extremamente organizados para tudo;

c) O Técnico, que é o executor , adora consertar coisas, vive no presente, fica satisfeito do fluxo de trabalho e é um individualista determinado.


E segundo Gerber estes três personagens estão em eterno conflito, e ao menor descuido o técnico elimina o visionário, o sonhador, o personagem criativo que está sempre lidando com o desconhecido. Os riscos fazem parte de qualquer atividade, sendo necessário aprender a administrá-los, pois ele são um dos fatores mais importantes que inibem o surgimento e novos empreendedores. Um outro fator inibidor é o “capital social”  que são valores e ideias que sublimemente nos foram incutidos por nossos pais professores, amigos e outros que influenciaram na nossa formação intelectual e que, inconscientemente, orientam nossas vidas.


Desta forma, um pai engenheiro, desperta no filho o ideal de seguir a mesma carreira ;  militares, piloto, esportistas,  até pessoas que raramente vão vislumbrar ou ter interesse  numa carreira de empreendedor exercem sua influência na formação das pessoas. É de se considerar porém que a avaliação mais objetiva do preparo para empreender é a percepção que a pessoa tem se si própria, refletindo na sua autoconfiança. Com o potencial empreendedor também isso acontece. O que se aprende na escola, nas pesquisas, nas observações, vai se acumulando. O preparar-se para ser empreendedor, portanto, inicia-se com o domínio que se tem sobre tarefas que se fazem necessárias, o próprio desenvolvimento da capacidade de gerenciamento. O que falta na verdade é motivação para uma tomada de decisão para se tornar um empreendedor.

Os processos de decisões nem sempre são simples, objetivos e eficientes como deveriam ser pois, pois se a intuição está de um lado, a análise racional está do outro.

Cohen relata oito etilos de decisão:

O intuitivo – Tenta projetar o futuro, com perspectiva a médio e a longo prazo, imaginando o impacto dessa ação.

 O planejador – situa-se onde está e para onde se deseja ir, com planejamento e tendo um  processo  de acompanhamento, adequando à realidade sempre que for necessário.

O perspicaz – diz que além da percepção é necessário conhecimento.

O objetivo – Sabe qual o problema a ser resolvido.

O cobrador – tem certeza das informações, vê a importância de medir e corrigir quando o resultado não foi o decidido.

O mão-na-massa – envolve-se pessoal e diretamente , acredita em grupos para estados multidisciplinares.

O meticuloso – junta opiniões de amigos, especialistas, funcionários, tentando se convencer da solução a encontrar.

O estrategista – decide cumprir sua estratégia de crescimento, tendo percepção do que resolver. Diagnostica o problema para encontrar a solução e sua solução com eficácia.


A decisão  é de cada um. Interagir, refletir, deixar a cada um o momento de uma descoberta e desenvolvendo habilidades específicas para o sucesso da sua escolha é de responsabilidade única e exclusiva. As características comuns que se encontram no empreendedor que fez uma escolha , tanto nas universidades como na sociedade, são difíceis para listar com precisão, porém diferentes autores chegaram a algumas conclusões. Elas dizem respeito às necessidades, conhecimento, habilidades e valores.


Para Lezana essas são as necessidades que se referem a conhecimentos:


Aspectos técnicos relacionados a negócios ; experiência na área comercial ; escolaridade ; formação complementar ; experiência em organizações ; vivência com situações novas.


Quanto às necessidades  que se referem aos valores, Empinotti argumenta que são: existenciais, estéticos, intelectuais , morais e religiosos. Porém, no contexto empresarial essas características podem se desenvolver e atuar de forma positiva e negativa. É a personalidade do empreendedor que fará o impacto decisivo para o sucesso.



EXERCÍCIO


1) O  que designa empreendedorismo ?

2)    A que tipo de pessoa se refere o termo empreendedor?

3) Que tipo de profissional é o empreendedor ?

4) No cenário econômico  o que designa o termo empreendedor?

5) Onde e quando surgiu a palavra empreendedor, e o que designava?

6)Qual relação havia entre  empreendedor e o governo nesse tempo ?

7)Qual difereça entre o empreendedor  o capitalista Richard Cantilon estabeleceu ?

8) Como conceituou o empreendedor Jean-Batiste Say no início do século XIX ?

9) Como são analisados os empreendedores, confundidos com os administradores?

10) Como foi utilizada a palavra empreendedorismo por Joseph Schumpter em 1950 ?

11) Para Joseph Schumpter, que indivíduo  é o empreendedor?

12) Qual a visão do empreendedor para Keneth F. Knight e Peter Ducker ?

13) O que é um intra-empreendedor ?

14) A quem o conceito de empreendedorismo está também muito relacionado ?

15) Fale sobre o Babson College e sua relação com o empreendedorismo. 

16) Que relação existe entre empreendedorismo e as melhores universidades americanas?

17)Qual é a definição de empreendedorismo de Robert Hirsch ?

18) O que são empreendedores para Meredith, Nelson e Nech ?

19) O que é “Capital Intelectual “ ? Qual a sua importância ?

20) Quais são as qualidades  pessoais de um empreendedor, segundo Leite ?

21 Quais são as mudanças decorrentes da globalização e revolução da informação ?

22) Quais são os  quatro pilares da educação em que o empreendedor deve focalizar o aprendizado ?

23) Quais atitudes compõem o perfil do profissional das organizações do futuro ?

24) O que é preciso ser e ter para conquistar autonomia profissional ? 

25) Explique a visão que o empreendedor precisa ter para conquistar autonomia profissional. Que visão é essa?

26) Fale um pouco da cada personagem que correspondem a papéis organizacionais segundo Gerber apresenta.

27)O que é “Capital Social “ ?

28) Quais são os oito estilos de decisão relatados por Cohen ?

29) Quis são as necessidades que se referem a conhecimentos , segundo Lezane ?

30) Quais são as necessidades que se referem a valores, segundo Empinotti?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Trabalho


Definição de trabalho

Podemos definir trabalho como qualquer atividade física ou intelectual, realizada por ser humano, cujo objetivo é fazer, transformar ou obter algo.

O trabalho na vida do homem

O trabalho sempre fez parte da vida dos seres humanos. Foi através dele que as civilizações conseguiram se desenvolver e alcançar o nível atual. O trabalho gera conhecimentos, riquezas materiais, satisfação pessoal e desenvolvimento econômico. Por isso ele é e sempre foi muito valorizado em todas as sociedades.

Diferença entre trabalho e emprego

Vale dizer que há diferença entre trabalho e emprego. Enquanto o primeiro envolve a atividade executada em si, o segundo refere-se ao cargo ou ocupação de um indivíduo numa empresa ou órgão público.

Dia do trabalho

No Brasil e também em vários países do mundo, o Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio.

 Atividade I

Com base no texto acima responda:

 

1)      Como podemos definir trabalho ?

 

2)      A atividade intelectual é também um trabalho. Você concorda ? Por quê ?

 

3)      O que os seres humanos têm realizado através do trabalho ?

 

4)      Por que o trabalho é valorizado em toda a sociedade ?

 

5)      Qual a diferença entre trabalho e emprego ?

 

6)      Quando se comemora o Dia do Trabalho ?

 

 

Atividade II

 

Copie o texto abaixo e as questões sobre o mesmo. Responda as questões de acordo com o texto. A atividade deverá ser escrita à mão, com letra legível. Pontuação : 4,0

 

O trabalho escravo no Brasil
 
 

Para o artigo 149 do Código Penal brasileiro, o crime de escravidão é definido como "reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto". Já a Organização Internacional do Trabalho (OIT), tipifica a prática como "todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de uma pena qualquer para o qual não se apresentou voluntariamente". Ou seja, na escravidão moderna não há tráfico nem comercialização, como acontecia na época colonial, mas a privação da liberdade continua sendo a principal característica da prática. Luiz Machado, responsável pelo Projeto de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil da OIT, acredita que as condições atuais são ainda piores do que as sofridas pelos negros até o século 19, "hoje em dia, o indivíduo é descartável. Se um trabalhador fica doente ou morre, é fácil achar outra pessoa que vai se submeter a isso. Antigamente, os negros podiam ser castigados fisicamente, mas eram bem alimentados, já que um escravo saudável e forte era muito mais valioso".

Segundo estimativas da OIT, em 2005 havia 12.3 milhões de vítimas do trabalho forçado no mundo, 77% delas na Ásia. No Brasil, os números também não são animadores. Segundo cálculos da Comissão Pastoral da Terra, existem no país 25 mil pessoas submetidas às condições análogas ao trabalho escravo. Entre 2004 e 2008, o Ministério do Trabalho resgatou 21.667 trabalhadores nessa situação. Nesses casos, o empregador é obrigado a pagar indenização aos ex-funcionários, que também recebem seguro-desemprego por três meses.

 

Com base no texto logo acima , responda:

 

1)      O que é crime de escravidão, segundo o código penal brasileiro ?

 

 

2)      E para a Organização Internacional do Trabalho ( OIT ), o que é crime de escravidão ?

 

3)      O que há de diferente e o que há de semelhante entre a escravidão moderna e a escravidão colonial ?

 

4)      Pelo que Luís Machado é responsável ? O que ele fala sobre as condições dos trabalhadores escravizados atuais ?

 

5)      Compare os escravos do século XIX com os de hoje.

 

6)      Segundo a Organização Internacional do Trabalho quantas pessoas são vítimas do trabalho forçado no mundo ?

 

7)      E quantos se acredita que haja no Brasil nestas condições ?

 

8)      Quantos trabalhadores em condições escravas o Ministério do Trabalho resgatou entre 2004 e 2008 ?

 

9)      O que acontece com o empregador nestes casos ? OP que os ex-funcionários recebem ?



 

Atividade I

 

Copie  o texto abaixo  e as questões sobre o mesmo. Responda às questões que se seguem sobre o mesmo. A atividade deve ser entregue em folha de papel pautado, escrito à mão e com letra legível

História do Dia do Trabalho
História do Dia do Trabalho, comemoração, 1º de maio, criação da data, origem, eventos, protestos,
reivindicações, direito dos trabalhadores, bibliografia




História do Dia do Trabalho

O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.

A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.

Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional
Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.

Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:

- Em 1º de maio de 1940, o presidente
Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)

- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

 

Com base no texto, responda :

 

1)      A que é dedicado no Brasil e em vários países do mundo o feriado do Dia do Trabalho ?

 
 
2)      A que ano e quando remonta a história do Dia do Trabalho ?

 

    3) E o que aconteceu então ?

 

4) O que aconteceu dois dias depois destes acontecimentos ? E o que este fato gerou ?

 

5) O que aconteceu no dia 4 de maio, e qual foi o resultado disso ?

 

6)      Pelo que lutavam os trabalhadores ?

 

7)      O que fez a Segunda Internacional Socialista para homenagear aqueles que morreram nos conflitos? Em que ano foi isso ?

 

8)      A partir de que ano o Dia do Trabalho foi tornada data  oficial no Brasil ?

 

9)   Cite dois fatos relacionados ao 1º de Abril no Brasil.